A cidade das mãos que faltam
No Território do Sisal, sertão da Bahia, um município fez fortuna com o sisal — e pagou em dedos, mãos e braços. Agora procura médico para o PSF.
Médico PSF · R$ 13,5 mil/mês · BA
O município, no sertão da Bahia, é o maior polo industrial de sisal do país — e na região que o cerca há mais de dois mil trabalhadores mutilados pela máquina que desfibra a planta. A "Paraibana", motor dos anos 1940 sem qualquer proteção, é proibida pela lei trabalhista desde 1943 e continua roncando nos campos, porque a substituta segura produz menos. O aperto de mão aqui tem, com frequência, dedos a menos.
A fibra viaja inteira para virar corda no mundo; quem a arranca da caatinga fica pelo caminho, em pedaços. Desde 2014 o Hospital Regional é gerido pelo Hospital Português, de Salvador, cobrindo média complexidade pelo SUS para cerca de 63 mil pessoas do município e do entorno. Falta o elo básico: gente de branco no posto, com visita na zona rural, onde o sisal é colhido a facão.
O credenciamento é de Médico PSF, em fluxo contínuo, como pessoa física ou jurídica, com inscrições de 07/05/2026 a 22/05/2026. Paga-se R$ 13,5 mil por mês para ser o médico que examina, uma a uma, as mãos que restaram.
- A vaga
- Médico PSF
- Quanto pagam
- R$ 13,5 mil/mês
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Território do Sisal, sertão da Bahia
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