A cidade dos três rios
No Extremo noroeste do Paraná, na antiga mesorregião Noroeste Paranaense, nasceu com nome de má fama e se rebatizou numa serenata, com os três rios — e agora recomeça de novo, precisando de médico.
No extremo noroeste do Paraná, o lugar já teve outro nome — Fazenda Brasileira — e ele carregava fama de assassinato e exploração aonde chegasse. Foi numa serenata, na noite de 16 de junho de 1947, que o futuro prefeito e um futuro vereador decidiram enterrá-lo, juntando os nomes indígenas dos três rios que cercam a região: Paraná, Paranapanema, Ivaí. A cidade escolheu se rebatizar cantando. Desde então vive de recomeços sobre um chão que não perdoa: o Arenito Caiuá, solo de areia vermelha, frágil, que decidiu tudo o que se plantou ali.
O café cobriu esses morros até a madrugada da Geada Negra de 1975, que varreu os cafezais do mapa de uma vez. A cidade refez a economia do zero — e hoje se afirma como capital da mandiocultura industrial do país, num estado que projeta safra recorde de 4,2 milhões de toneladas e responde por cerca de dois terços da fécula nacional. A contradição local cabe numa frase: a terra mais pobre do Paraná sustenta uma das agroindústrias mais ricas dele. O cheiro doce das fecularias no ar quente é o lembrete diário de que aqui ninguém esperou o solo melhorar.
Na saúde, o lugar é cabeça de rede. Sede da 14ª Regional de Saúde, tem na Santa Casa — fundada em 1957 — a referência de média e alta complexidade para 28 municípios e mais de 350 mil pessoas: urgência, gestação de alto risco, UTI adulto e neonatal, e um programa de residência médica que a cada ano incorpora novas turmas. Isso muda o tipo de interior que você encontra: não é o posto solitário sem retaguarda — é o lugar para onde a retaguarda converge, e para onde vinte e tantos municípios mandam o que não conseguem resolver.
O que não muda é a matemática paranaense: médico sobra na capital e falta onde o mapa fica arenoso. Quem credencia aqui pega a medicina pelas duas pontas — o PSF de dia, com nome e sobrenome repetidos na sala de espera até virarem conhecidos, e a porta do pronto-socorro à noite, recebendo a região inteira. É trabalho de volume, de vínculo e de decisão rápida, a 500 quilômetros de Curitiba, sem plateia. Muita gente experimenta e volta. Quem fica, fica porque a cidade — de novo — está recomeçando, e recomeço precisa de médico.
A porta tem forma de credenciamento: autônomo, PF ou PJ, fluxo contínuo com inscrições abertas de 26/03/2026 a 25/03/2027 — sem concurso, sem fila, basta apresentar a documentação do edital dentro da janela. Paga-se R$ 16,8 mil/mês ou R$ 3 mil/plantão 24h. A região já trocou de nome e de lavoura para continuar de pé; falta só quem cuide dela nesse novo ciclo. Vá ver a areia vermelha de perto.
- A vaga
- Médico PSF + Plantonista PS
- Quanto pagam
- R$ 16,8 mil/mês ou R$ 3 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Extremo noroeste do Paraná, na antiga mesorregião Noroeste Paranaense
Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.
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