Ver todos os credenciamentos
Credenciamento · Vale do Médio Paranapanema, São Paulo

O poço que a Petrobras abandonou virou estância

Furaram 1.730 metros atrás de petróleo e subiu água a 52 graus: uma estância no Vale do Médio Paranapanema que faz muito com o que os outros abandonam procura médico.

O município tem um furo de 1.730 metros no chão. A Petrobras o abriu procurando petróleo, encontrou a camada, fez a conta e concluiu que não valia a pena — mas do poço abandonado subiu água a 52 graus, e a cidade, em vez de lamentar o óleo que não veio, construiu piscinas em cima. As Thermas do município viraram cartão-postal, e em 1997 o governador assinou a lei que fez da região uma estância turística. É esse o temperamento do lugar: transformar o que a estatística descarta.

O mapa ajuda a entender por que a vaga insiste em ficar aberta. São mais de 400 quilômetros da capital, no sudoeste paulista, perto do Paranapanema — o rio que separa São Paulo do Paraná. A economia é cana até o horizonte, usina, soja, boi. Os recém-formados da região escorrem para as cidades-polo do entorno, as dos hospitais-escola, e o lugar fica com a cadeira vazia no posto.

A saúde local não é abstração: a Santa Casa de Misericórdia atende 24 horas, e a Câmara Municipal aprovou a prestação de contas bimestral dos repasses ao hospital e ao Pronto-Socorro depois de acumular reclamações de moradores sobre o atendimento. Não é escândalo — é medida. É o tamanho exato do trabalho que espera quem chegar: uma rede que a população cobra na tribuna porque depende dela para tudo.

A contradição da região cabe numa frase: a água a 52 graus continua lá embaixo, mas hoje ninguém mergulha nela. O antigo clube das termas foi vendido e renomeado, e a prefeitura ainda negocia com a Agência Nacional de Mineração a liberação das águas que fizeram a fama da estância — uma briga de décadas que o lugar se recusa a perder. A fila do posto, essa, enche toda segunda-feira. Quem assume um PSF aqui vive as duas medidas do lugar: consulta de manhã, o mesmo paciente reencontrado na feira, e quem sabe o dia em que as piscinas reabram. Não há retaguarda de metrópole na esquina; o colega mais próximo pode estar a uma ligação e a muitos quilômetros. Quem precisa de corredor cheio de especialistas vai sofrer. Quem prefere ser a referência, e não mais um crachá, encontra aqui um interior profundo com teimosia de estância.

A porta de entrada é um credenciamento para Médico PSF, pessoa física ou jurídica, com fluxo contínuo aberto até 17/06/2026 — sem prova, sem fila de concurso: documentação protocolada junto à prefeitura da estância. Paga-se R$ 18,5 mil/mês, num lugar onde aluguel é detalhe e trânsito é lenda. O município já provou que sabe fazer muito com o que os outros abandonam. Vá ver de perto o que ele faria com um médico que fica.

O que se sabe
A vaga
Médico PSF
Quanto pagam
R$ 18,5 mil/mês
Vínculo
Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
Região
Vale do Médio Paranapanema, São Paulo
📍 Onde fica
📍Paraguaçu Paulista/SP

Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.

Assinar a Plataforma Completa (R$ 89/mês) e ver o edital →

Já é assinante? Entrar

Ler outras histórias de credenciamento →