A cidade-mãe que perdeu a praia e ficou com o vale
No Vale do Itajaí, no litoral catarinense, um município perdeu a própria praia em 1964 — e ficou com o vale, o SUS lotado e o estatuto de mais crescimento.
O município, em Santa Catarina, é a cidade que perdeu a própria praia. Em 1964, a faixa de areia que lhe pertencia se emancipou e virou o balneário vizinho — hoje a vitrine de torres espelhadas mais famosa do litoral sul. A cidade-mãe ficou com o avesso do cartão-postal: o vale plano do rio de nome tupi, os arrozais, um antigo colégio agrícola que ainda mede o tempo pela colheita. E ficou também com a conta.
Porque a conta chegou em forma de gente. O Censo de 2022 contou 103.074 moradores aqui — 65% a mais que em 2010, o maior crescimento entre os grandes municípios de Santa Catarina. É a mão de obra que ergue e serve os prédios da vizinha rica e atravessa a divisa de volta para dormir no vale. Para quase toda essa população, o SUS não é opção: é a única porta. A antítese local cabe numa frase: o dinheiro sobe em torres na areia; quem as constrói adoece do lado de cá da divisa.
A saúde do lugar carrega a cicatriz dessa história. A Fundação Hospitalar entrou em liquidação, o prédio do hospital foi parar em decisão judicial de requisição, e só em fevereiro de 2026 uma nova gestão assumiu o Hospital Cirúrgico — que já registra milhares de atendimentos de urgência por mês. Ou seja: a retaguarda hospitalar do município acabou de renascer, e a atenção básica é quem segura a demanda de uma cidade que dobrou de tamanho em uma geração.
É nesse ponto que a vaga faz sentido — para o médico certo. O trabalho é PSF em bairro que cresce mais rápido que o mapa: agenda cheia, território novo a cada mês, paciente que trabalha na praia e só consegue consulta no vale. Não há glamour de orla; há vínculo, nome conhecido no posto, e a estranha vantagem de viver a dez minutos de uma das praias mais disputadas do país pagando aluguel do lado barato da divisa, a pouco mais de uma hora de Florianópolis.
A porta tem forma de edital: credenciamento de Médico PSF, atuação como pessoa física ou jurídica, inscrições de 09/04/2026 a 11/05/2026, com prova objetiva em 14/06/2026 — e remuneração de R$ 16 mil/mês, preço de uma disputa em que o médico costuma escolher o consultório particular do outro lado. Se a sua medicina prefere o lado da divisa onde o SUS é a única porta, vá conhecer o vale antes que a cidade dobre de novo.
- A vaga
- Médico PSF
- Quanto pagam
- R$ 16 mil/mês
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Vale do Itajaí, litoral de Santa Catarina
Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.
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