A cidade que a represa criou, e o médico que ela não consegue segurar
No Extremo Oeste do Paraná, há uma praia de água doce no meio do continente — e ninguém quer clinicar nela.
Médico PSF + Plantonista PS · R$ 3,1 mil/plantão 24h · PR
O município nasceu de uma inundação planejada. No extremo oeste do Paraná, onde o estado namora o Paraguai e a Argentina, ergueram nos anos 1970 a maior usina do hemisfério ali perto; o rio subiu e engoliu a floresta. Onde havia mata hoje há um lago tão largo que tem praia, com barcos saindo ao amanhecer para pescar tucunaré sobre o que foi chão firme.
É terra roxa e farta: soja, milho, frango, uns trezentos tanques-rede no reservatório. O polo regional pisca a menos de vinte quilômetros pela BR-277, perto o bastante para se ver as luzes e longe o bastante para explicar o problema — a cidade não tem hospital. São quatro postos, oito equipes de família e uma UPA que não dorme; o caso grande é empacotado e mandado ao vizinho.
O credenciamento segue aberto em fluxo contínuo, para autônomo, pessoa física ou jurídica, nas funções de Médico PSF e plantonista de pronto-socorro, pagando R$ 3,1 mil por plantão de 24 horas — o número que separa quem topa ser, por um turno inteiro, o único médico entre o lago e a barragem.
- A vaga
- Médico PSF + Plantonista PS
- Quanto pagam
- R$ 3,1 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · autônomo, PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Extremo Oeste do Paraná, lindeiro ao Lago de Itaipu
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