A cidade que brotou de um presépio
No Centro-Goiano, um município escolheu o próprio nome numa votação durante uma festa de presépio. Falta escolher o médico que fica.
a cidade, em Goiás, escolheu o próprio nome numa votação. Foi em 1949, durante a Festa do Menino Jesus — a celebração que Cândido Dias dos Santos e a mulher faziam todo ano na fazenda, em volta de um presépio, e que cresceu até virar capela, vila e cidade. Quando chegou a hora de batizar o lugar, quem estava na festa votou: a cidade, a cidade de Jesus. O município só se emancipou de São Francisco de Goiás em 1991, e no censo de 2022 contava 2.123 moradores. É uma cidade nova assentada num costume velho.
O costume continua: a religiosidade e a Folia de Reis são o que faz o nome da cidade circular pela região, viola e bandeira de porta em porta. No resto do ano, a economia é a do Centro Goiano miúdo — gado, roça de milho e mandioca, comércio modesto e o emprego público segurando boa parte das famílias. Goiânia fica a cerca de 103 quilômetros, pelo caminho de Nerópolis e São Francisco de Goiás.
Essa distância explica a saúde local. a cidade não tem hospital: tem a Unidade Básica, campanhas de vacinação e, quando a prefeitura fecha parceria, uma clínica móvel que traz o aparelho de ultrassom de fora. O exame de imagem chega de carro, atende e vai embora; o doente que complica pega a estrada para os polos. Esse é o tamanho do trabalho: numa cidade de duas mil pessoas, o médico do PSF e o plantonista do pronto atendimento são, na prática, todo o sistema de saúde que dorme ali.
Isso pesa. Significa decidir sozinho, estabilizar com o que a unidade tem e saber a que distância está cada recurso que falta. Mas significa também uma rotina que quase não existe mais: consultório de manhã com prontuários que você conhece de cor, plantão à noite, e o sábado em que a cidade inteira sabe quem é o doutor — inclusive na festa de janeiro, quando a folia passa cantando na sua porta.
A porta de entrada é um credenciamento de fluxo contínuo, aberto de 16/01/2026 a 31/12/2026, para pessoa física ou jurídica, na função de médico do PSF e plantonista do PS, pagando R$ 2,2 mil/plantão 24h. a cidade já provou que sabe escolher: escolheu até o próprio nome, em voto aberto, numa festa. O que ela ainda não conseguiu foi um médico que escolhesse ficar. Vá ver a cidade — de preferência quando a viola estiver na rua.
- A vaga
- Médico PSF + Plantonista PS
- Quanto pagam
- R$ 2,2 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Centro-Goiano, Goiás
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