A cidade que nasceu de uma promessa e ainda espera um médico
No Sul Goiano, um município ordenha 45 mil litros de leite por dia — e ainda espera o médico que prometeram a ele.
este lugar já se chamou Pindaíba. O povoado nasceu em 1942, no sul de Goiás, quando um fazendeiro devoto, Antônio Miguel da Costa, doou as terras em nome de Nossa Senhora d'Abadia para que ali existisse uma cidade. Deu certo pela metade: virou distrito em 1953, município em 1958, e hoje tira do pasto uma das maiores produções de leite do estado — cerca de 45 mil litros por dia, ordenhados antes do sol. O que a promessa ainda não entregou por inteiro foi quem cuide de quem ordenha.
São 174 quilômetros até Goiânia pela GO-320, cortando Goiatuba, Vicentinópolis, o tabuleiro de soja e capim do Meia Ponte. Perto o bastante para o recém-formado preferir a capital; longe o bastante para que, numa noite ruim, esses 174 quilômetros sejam a distância entre você e qualquer retaguarda. O leite da cidade sai todo dia, sem falta, no caminhão-tanque; o paciente grave só sai se você estabilizar primeiro.
A rede de saúde cabe numa frase: um hospital municipal — o São Sebastião —, uma unidade mista e as equipes de PSF de um município de sete mil e poucos habitantes. Não há especialista na sala ao lado, não há segundo plantonista para dividir a dúvida. Há a puericultura da manhã, o hipertenso que trabalha na ordenha e chega com a pressão que acumulou o ano inteiro, e o pronto atendimento da noite, onde a decisão — transferir, segurar, medicar — tem um dono só.
Fora do plantão, a vida é a de uma cidade que ainda gira em torno da padroeira e do gado: festa de Nossa Senhora d'Abadia no calendário, o nome do médico conhecido na fila do laticínio em poucas semanas, o cerrado de árvore torta começando onde a lavoura termina. Quem precisa de anonimato sofre aqui. Quem precisa de vínculo, encontra no primeiro mês.
A porta de entrada é um credenciamento de fluxo contínuo, pessoa física ou jurídica, com inscrições abertas de 27/02/2026 a 31/12/2026 — a cidade não fecha o prazo porque a necessidade não fecha. Paga-se R$ 16 mil/mês · R$ 2,4 mil/plantão 24h, para médico de PSF e plantonista de pronto-socorro. É trabalho de corpo inteiro numa cidade que cumpre a parte dela desde 1942, todas as madrugadas, litro por litro. Falta a sua parte da promessa: vá conhecer este lugar antes que outro vá.
- A vaga
- Médico PSF + Plantonista PS
- Quanto pagam
- R$ 16 mil/mês · R$ 2,4 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Sul Goiano, Goiás
Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.
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