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Credenciamento · Zona da mata rondoniense

A cidade que nasceu na linha 25

Na zona da mata rondoniense, uma cidade nasceu no fim de uma linha de colonização do INCRA, foi batizada em homenagem à capital levada para o interior — e hoje tem um hospital municipal cujos plantões de clínico geral seguem em aberto o ano inteiro.

Em agosto de 1982, no meio da mata do centro-sul de Rondônia, uma expedição abriu uma clareira e levantou doze barracos de vinte metros quadrados. Era o começo de uma cidade. A frente migratória tinha subido pela linha 25 do Projeto Integrado de Colonização Rolim de Moura, um dos braços do INCRA que, a partir da BR-364, ia rasgando picadas e distribuindo lotes de cinquenta hectares a quem chegasse. No fim de 1983 a primeira estrada alcançou o povoado e os carros passaram a entrar. Em 1984, com recursos do Polonoroeste, a estrada virou estrada de verdade.

Quem desceu por ali vinha do Espírito Santo, do Paraná, de Minas Gerais — a mesma corrente que encheu o centro de Rondônia naqueles anos. Trouxeram na bagagem o que sabiam plantar. O nome escolhido para o lugar era uma homenagem à capital que o país tinha mudado para o meio do território: uma nova cidade do interior batizada em referência a outra nova cidade do interior. Quando o projeto de emancipação chegou à Assembleia Legislativa, descobriu-se que um município de Mato Grosso já usava o nome; acrescentou-se então o "d'Oeste" e o problema estava resolvido. A lei estadual nº 157 criou o município em 19 de junho de 1987, e a instalação política se deu na virada de 1988 para 1989, com a posse do primeiro prefeito e da primeira Câmara eleitos em novembro.

Quarenta anos depois, o lugar tem cerca de vinte mil habitantes espalhados por mais de 1.700 km² — pouco mais de doze pessoas por quilômetro quadrado, o que quer dizer que a maior parte da população não mora na sede, mora nas linhas. A economia é a que os colonos montaram: café, hoje replantado em mudas clonais produzidas em viveiro no próprio município, gado de corte e, sobretudo, leite — a bacia leiteira que fez de Rondônia um dos grandes produtores do Norte passa por aqui, e a maior parte das famílias da agricultura familiar tem o leite no meio do orçamento. É a mata rondoniense virada em pasto e cafezal, a cerca de 450 quilômetros de Porto Velho.

O que essa geografia significa para a saúde é simples e duro: um hospital municipal e as unidades básicas precisam cobrir vinte mil pessoas espalhadas em linhas de terra, vinte e quatro horas por dia, todos os dias. Não é um município de fila de currículo. É um município que abre um chamamento e o deixa aberto — porque a vaga de plantonista, aqui, é uma vaga que não fica ocupada.

O Chamamento Público nº 01/2026 (Inexigibilidade 20/2026) credencia médicos clínicos gerais para plantões no hospital municipal e nas unidades básicas. O plantão de 24 horas paga R$ 2.540,00 em dia comum e R$ 2.800,00 aos domingos e feriados; o de 12 horas, R$ 1.270,00; o de 8 horas, R$ 960,00. É contratação somente por pessoa jurídica — exige CNPJ e inscrição no CNES. As inscrições correm de 28 de julho de 2026 a 28 de julho de 2027, em credenciamento contínuo: pode entrar a qualquer tempo, por envelope na Secretaria Municipal de Saúde ou por e-mail, em arquivo único em PDF. O edital, o endereço e o telefone de contato estão abaixo.

O que se sabe
A vaga
Plantonista (hospital e UBS)
Quanto pagam
R$ 2,5 a 2,8 mil/plantão 24h
Vínculo
Credenciamento · somente PJ · fluxo contínuo
Região
Zona da mata rondoniense
📍 Onde fica
📍Nova Brasilândia D'Oeste/RO

Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.

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