A cidade que nasceu no mesmo mapa de Maringá
Na região metropolitana de Maringá, uma cidade de mais de 120 mil habitantes nasceu no mesmo mapa e no mesmo ano que a vizinha famosa — mas cresceu à sombra dela. E a UPA que atende essa gente toda está pagando R$ 130 por hora de plantão.
Em 1947, os engenheiros da Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná desenharam duas cidades no mesmo traçado. Uma delas virou Maringá — polo universitário, catedral-cartão-postal, um dos maiores centros médicos do interior do Brasil. A outra ficou colada nela, do outro lado da divisa, plantando café com mineiros, paulistas e nordestinos que abriram a mata na mão. Durante décadas, nem município era: pertencia a Marialva, e só um plebiscito popular em 1981 lhe deu nome próprio no mapa político do Paraná.
O que a emancipou não foi o café — foi o fim dele. A geada que dizimou os cafezais nos anos 1970 empurrou uma multidão do campo para os loteamentos baratos que explodiram a partir de 1976, bem na fronteira da cidade grande. Quem não podia pagar o metro quadrado de Maringá comprava ali, a dez minutos do emprego. A fórmula se repetiu por cinquenta anos: hoje são mais de 120 mil habitantes pelo Censo de 2022, dezenas de loteamentos e condomínios novos, e um fluxo diário de gente que atravessa a divisa de manhã e volta à noite.
É exatamente esse desenho que esvazia a cadeira do plantonista. Cidade-dormitório de 100 e tantos mil habitantes tem demanda de cidade grande — a UPA recebe o dia inteiro, e recebe mais ainda à noite, quando a população que trabalha fora volta para casa. Mas o médico que se forma ou se especializa no polo vizinho tende a ficar no polo: os hospitais, a residência, os consultórios, tudo puxa para o outro lado da divisa. Resultado: uma das maiores populações da região metropolitana disputando plantonista com a cidade que concentra os médicos.
Para quem aceita atravessar a divisa no sentido contrário, a conta fecha bem. O credenciamento paga R$ 130,00 por hora de plantão presencial na UPA — cerca de R$ 2,9 mil num plantão de 24 horas — em turnos de 6 e 12 horas, diurnos e noturnos, com a hora subindo para R$ 195,00 nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro. E o médico mora, se quiser, no polo: dá para plantonar aqui e dormir a quinze minutos, com todo o custo de vida do interior e a estrutura de uma metrópole regional na porta.
O Chamamento Público nº 05/2026 (Processo 85/2026) é para médicos generalistas, exclusivamente pessoa jurídica — o titular deve ser sócio da empresa, com atestado de 200 horas de plantão em nome da PJ. Nos plantões de 12 horas há 1 hora de intervalo não remunerada. O credenciamento é contínuo pelos 12 meses de vigência do edital, com a primeira sessão em 03/08/2026; a inscrição é por envelope físico na Secretaria Municipal de Administração. Se você está na região e quer plantão pago por hora, sem fila de concurso, esta cadeira está aberta o ano inteiro.
- A vaga
- Plantonista UPA
- Quanto pagam
- R$ 2,9 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · somente PJ (médico sócio) · fluxo contínuo
- Região
- Região metropolitana de Maringá, no Paraná
Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.
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