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Credenciamento · Região metropolitana de Curitiba

A cidade que nasceu numa churrascaria

Na região metropolitana de Curitiba, um município foi criado dentro de uma churrascaria, diante de três mil testemunhas, e em doze anos quase dobrou de tamanho — mas segue chamando médico de três em três meses para a UPA.

Em 26 de janeiro de 1990, o governador do Paraná sancionou a lei que criava mais um município na região metropolitana de Curitiba. A assinatura não aconteceu num salão nobre nem numa câmara: aconteceu no salão de uma churrascaria à beira da rodovia, com mais de três mil pessoas amontoadas assistindo. É uma das certidões de nascimento mais improváveis do mapa brasileiro — e explica bem o temperamento do lugar, que até hoje faz as coisas do jeito que dá, e rápido.

O nome vem de antes. Por volta de 1879, as terras foram requeridas junto à Paróquia de São José dos Pinhais para formar uma fazenda, num ponto que os indígenas chamavam Capocu e que os tropeiros cruzavam a caminho do sul. Ali se criavam cavalos de raça para vender ao exército, e o rio que corta tudo — o Iguaçu, largo naquele trecho — batizou o resto. Cavalo de tropa, rio grande, aldeamento antigo: três camadas de história empilhadas num município que, oficialmente, ainda não completou quarenta anos.

O que veio depois foi crescimento bruto. Distrito até 1981, emancipado em 1990, o município saltou de cerca de 82 mil habitantes em 2010 para quase 149 mil no Censo de 2022 — mais de 80% em doze anos, o segundo maior crescimento do país entre as cidades que tinham menos de 100 mil habitantes. Imagens de satélite mostram loteamentos comendo o campo ano a ano. Boa parte dessa gente dorme aqui e trabalha na capital, a poucos quilômetros; uma multinacional japonesa instalou fábrica e prometeu investimento bilionário. A densidade passa de 1.200 habitantes por km².

Só que a saúde não cresce na velocidade do loteamento. A UPA local atende clínica, pediatria e psiquiatria no mesmo plantão, para uma população que dobrou enquanto o quadro médico não dobrou junto — e o município já vai na quinta chamada do mesmo chamamento público, com o credenciamento permanentemente aberto e novas convocações a cada três meses. Não é falta de edital. É falta de médico que queira pegar 10 a 14 plantões por mês num pronto-atendimento de porta aberta em cidade-dormitório, mesmo com a capital ali do lado.

Quem fica pega um plantão de 12 horas a R$ 1.727,20, com bônus de 10% acima de 45 consultas e 15% acima de 50, e feriado a R$ 1.817,20 — algo entre R$ 3,5 mil e R$ 4 mil por 24 horas de porta. Aceita pessoa física ou jurídica, exige CRM-PR e certificado (ou curso em andamento) de ACLS, ATLS, PALS ou AMLS. É o Chamamento Público nº 03/2024 — 5ª chamada (Processo 117/2024), com inscrições desta rodada até 07/08/2026 e envelope entregue no Protocolo Geral da prefeitura, na Rua Jacarandá, 300, bairro Nações. Telefone: (41) 3627-8500. E se você perder esta chamada, é só esperar: em três meses tem outra.

O que se sabe
A vaga
Plantonista UPA
Quanto pagam
R$ 3,5 a 4 mil/plantão 24h
Vínculo
Credenciamento · PF ou PJ · chamadas trimestrais
Região
Região metropolitana de Curitiba
📍 Onde fica
📍Fazenda Rio Grande/PR

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