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Credenciamento · Noroeste paulista, São Paulo

A cidade que virou praia sem ter mar

No Noroeste paulista, um município furou o chão atrás de petróleo e achou água a 38 graus. Hoje recebe 2 milhões de turistas por ano — e falta médico no PSF.

A localidade furou o próprio chão atrás de petróleo, no fim dos anos 1950, e o chão respondeu com outra coisa: água a 38 graus, subindo de um poço de quase mil metros cravado no Aquífero Guarani, na vazão de 180 mil litros por hora. Não veio o óleo. Veio o destino da região.

Daquele acidente geológico nasceu o Thermas dos Laranjais, hoje o segundo parque aquático mais visitado do mundo — cerca de 2 milhões de pessoas por ano desembarcando num município de 55 mil habitantes, a 430 km da capital paulista, cercado de cana e laranja. E a localidade ainda carrega um segundo título improvável, este por lei federal: Capital Nacional do Folclore, com um festival que roda desde 1965 e enche a região de catira, congada e bumba-meu-boi todo mês de agosto.

A conta da saúde é feita sobre a localidade que incha. A Santa Casa opera 101 leitos, 62 deles pelo SUS; a prefeitura assinou convênio de R$ 29 milhões para levar o total a 156 e anunciou um hospital novo de 90 leitos. A rede cresce correndo atrás da demanda — porque o poço nunca esfria, mas a escala de médicos falha. E o grande polo médico da região, São José do Rio Preto, fica perto o bastante para sugar profissional e longe demais para resolver a fila do posto.

O trabalho é o PSF: o território que os 2 milhões de turistas não veem. A camareira do resort com a pressão descompensada, o cortador de cana com a lombalgia velha, o pré-natal de quem serve caipirinha na borda da piscina. Você atende de manhã quem faz o município funcionar, e no fim do dia a região te conhece pelo nome — aqui é pequeno para quem mora, gigante só para quem visita. Nos feriados prolongados e no agosto do festival, é a sua porta que segura a linha de frente enquanto os ônibus de excursão vão embora.

A porta de entrada é credenciamento, como autônomo, pessoa física ou jurídica, em fluxo contínuo — sem esperar edital fechar. A demanda é tão real que a prefeitura levou a mesma função a concurso (n° 01/2026, inscrições de 06/05/2026 a 02/06/2026, prova em 28/06/2026, 15 vagas imediatas). A remuneração do credenciamento: R$ 7,7 mil/mês. Não é dinheiro de plantão amazônico, e o desafio não é isolamento — é cuidar dos 55 mil que ficam numa região desenhada para os 2 milhões que passam. Se é esse SUS que você quer segurar, a água já está na temperatura certa. Vá conhecer.

O que se sabe
A vaga
Médico PSF
Quanto pagam
R$ 7,7 mil/mês
Vínculo
Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
Região
Noroeste paulista, São Paulo
📍 Onde fica
📍Olímpia/SP

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