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Credenciamento · Sudoeste do Paraná

A coroa do pinheiro

No sudoeste do Paraná, um município batizado em 1960 com o nome de uma coroa e de um pinheiro virou cidade em três anos, ganhou campus federal e virou Cidade Amiga do Idoso da OMS — e tem plantão de hospital sem médico para cobrir.

Quando os pioneiros deram nome ao lugar, em 20 de setembro de 1960, juntaram duas ideias: a majestade de uma coroa e a árvore que cobria tudo ali em volta — a araucária. O nome de batismo trazia o pinheiro colado no fim, e só depois, quando o município foi criado por lei estadual em 24 de junho de 1963, a segunda palavra caiu e sobrou a primeira, a nobre. Entre uma data e outra passaram-se pouco mais de mil dias. Os moradores da época comparavam o crescimento ao de Brasília: uma cidade relâmpago.

A pressa tinha explicação econômica. A ocupação do sudoeste paranaense nos anos 1950 e 1960 foi feita por colonos vindos do Sul, e o motor local foi a madeira: um dos primeiros a chegar comprou 150 alqueires e negociou com industriais gaúchos a instalação de uma madeireira, que começou a operar em meados de 1961 e puxou atrás de si comerciantes, prestadores de serviço e famílias inteiras. O município fica a 520 metros de altitude, tem o rio Iguaçu como limite ao norte, espalha-se por cerca de 353 km² e está a mais de 500 quilômetros de Curitiba — mais perto da fronteira argentina do que da capital do próprio estado.

O pinheiro que deu nome não é mais a economia. Hoje o lugar tem cerca de 17 mil habitantes e um campus da Universidade Federal da Fronteira Sul, com graduações em Medicina Veterinária, Nutrição, Ciências Biológicas, Química, Física e Letras, além de um hospital veterinário universitário e programa de aprimoramento profissional. É uma cidade pequena que forma gente — só não forma médico. O curso de saúde humana está a uma ou duas horas de estrada, nas cidades maiores da região, e é de lá que sai quase todo mundo que atende aqui.

Daí o desenho da vaga. Em 2020 o município entrou na Rede Global de Cidades Amigas do Idoso da OMS: 14,32% da população tem mais de 60 anos, e o plano de ação envolveu secretarias, universidade e sociedade civil para dar conta de saúde, assistência e acessibilidade. Envelhecimento organizado é bom sinal de gestão — e é também demanda de consultório e de plantão, todos os dias, incluindo os feriados que ninguém quer pegar. Quem assume não encontra improviso: encontra um hospital municipal funcionando, uma UBS, uma universidade federal na cidade e um custo de vida que faz o mesmo salário render o dobro do que renderia no litoral.

O Edital de Credenciamento nº 03/2026 (Inexigibilidade 16/2026, Processo 68/2026) abriu inscrições em 03/08/2026 e fica aberto por 24 meses, em fluxo contínuo, para pessoa física ou jurídica. O plantão presencial de 12 horas no hospital municipal paga R$ 122,43/hora em dia útil e R$ 131,46/hora em fim de semana e feriado — o equivalente a R$ 2,9 a 3,2 mil por plantão de 24 horas. A clínica geral na UBS sai a R$ 116,86/hora, e os plantões especiais de Natal e Réveillon, a R$ 223,21/hora. A inscrição é presencial, em envelope lacrado entregue no Setor de Licitações, das 8h às 11h e das 13h às 16h. Não há prova, não há data-limite, não há fila: há uma cadeira de médico esperando ser ocupada numa cidade que se deu o nome de uma coroa.

O que se sabe
A vaga
Plantonista Hospital + Clínica Geral UBS
Quanto pagam
R$ 2,9 a 3,2 mil/plantão 24h
Vínculo
Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
Região
Sudoeste do Paraná
📍 Onde fica
📍Realeza/PR

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