A cidade que fica em dois estados ao mesmo tempo
No extremo nordeste de Minas Gerais, onde o mapa começa a hesitar entre duas terras, existe uma cidade tão perto da divisa que basta atravessar a rua errada para trocar de estado sem perceber. O enigma: qual município, colado à Bahia, guarda esse tipo de fronteira que confunde até quem nasceu ali?
Há lugares em Minas Gerais que parecem ter sido desenhados por engano — cidades tão encostadas na linha que separa dois estados que a fronteira administrativa vira detalhe de conversa de bar, não de mapa. É o caso deste município do extremo nordeste mineiro, no Vale do Jequitinhonha, cercado por duas cidades baianas e por vizinhos mineiros que também flertam com a divisa. Andar poucos quilômetros aqui é sair de Minas e entrar na Bahia sem placa nenhuma avisando.
A ocupação da região remonta às expedições que partiram da Bahia entre 1550 e 1600, em busca de terra e ouro, muito antes de qualquer linha no papel decidir de que estado seria cada vale. A povoação que hoje existe ali só ganhou forma administrativa no século XX — emancipada oficialmente já em 1948 —, mas o espírito de zona de passagem, de gente que vem e vai entre os dois lados, é bem mais antigo que o município em si.
É uma cidade pequena: pouco mais de dez mil habitantes espalhados por uma área de mais de 550 km², densidade baixa, relevo baixo — a poucos metros acima do nível do mar para os padrões mineiros, quase uma queda de altitude em relação ao resto do estado. Fica na microrregião de uma cidade-polo mais conhecida, a cerca de 75 km dali, mas vive com identidade própria, moldada tanto pela cultura mineira quanto pela vizinhança baiana que se mistura no sotaque, na culinária e no comércio.
O Vale do Jequitinhonha carrega fama de território historicamente pobre em serviços — e é justamente aí que mora a lacuna que gera a vaga: um credenciamento municipal aberto para um leque grande de especialidades médicas, de clínica geral a plantões de 24 horas, incluindo plantão de fim de semana. Descobrir o nome desta cidade-fronteira é o primeiro passo para quem quer saber quanto — e onde exatamente — dá pra atender.
- A vaga
- Médico PSF + Plantonista PS
- Quanto pagam
- R$ 13 a 18 mil/mês ou R$ 1,6 a 2 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · PJ ou PF · contínuo até 31/12/2026
- Região
- Vale do Jequitinhonha, MG
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