A terra do ouro que ninguém quer atender
No Sudeste Paraense, uma cidade nasceu de uma corrida do ouro, vive de níquel e ganhou um hospital regional para 15 municípios — falta quem atenda.
Médico PSF + Plantonista PS · R$ 20 mil/mês ou R$ 2,5 mil/plantão 24h · PA
A cidade não foi fundada — foi despejada. Nos anos 1980, o garimpo do Cumaru cuspiu milhares de homens serra abaixo, e o acampamento virou município com o nome do metal. O ouro rareou; quem manda hoje é o níquel. A mina Onça Puma mastiga a serra na sombra das terras Xikrin e Kayapó, num município do sudeste paraense com quatorze mil quilômetros quadrados.
O níquel deixou marca nos autos: o Ministério Público Federal processa a mineradora pela contaminação do rio Cateté, e a Universidade Federal do Pará encontrou metais acima do limite seguro em 98,5% dos 720 indígenas Xikrin examinados. A retaguarda que faltava chegou em concreto — o Hospital Regional da PA-279, com hemodiálise e referência para quinze municípios. Falta o elo anterior: o médico do PSF e do pronto-socorro, que decide quem precisa dela.
A chamada pública nº 500004/2026 credencia pessoa jurídica, com inscrições de 11/06 a 03/07/2026, online pelo Portal de Compras Públicas. Paga-se R$ 20 mil por mês ou R$ 2,5 mil por plantão de 24 horas.
- A vaga
- Médico PSF + Plantonista PS
- Quanto pagam
- R$ 20 mil/mês ou R$ 2,5 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Sudeste Paraense, Pará
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