A capital dos assentamentos, a uma hora de Campo Grande
A uma hora de Campo Grande, um município carrega o recorde de assentamentos rurais do Brasil — são 27 — e lidera a produção de frango de Mato Grosso do Sul. Sessenta mil habitantes, oito aldeias Terena, lavouras de soja a perder de vista. E plantões de urgência esperando médico.
O nome da cidade guarda o nome de um homem: um herdeiro de fazendeiros que, em 1926, decidiu lotear a parte da Fazenda São Bento que lhe coubera por herança — e só concretizou a ideia em 1942, quando colocou os lotes à venda e batizou o povoado com o próprio nome. Antes dele, ali passaram bandeirantes no século XVII e famílias mineiras que, em meados do século XIX, ergueram as primeiras fazendas de gado sobre um solo fértil e um pasto abundante que fizeram tudo prosperar depressa.
Hoje o município vive um paradoxo produtivo raro: está entre os 20 maiores produtores de soja do Brasil e é o maior produtor de frango de Mato Grosso do Sul — agroindústria, grandes lavouras, propriedades tecnificadas — e, ao mesmo tempo, detém o recorde nacional de assentamentos rurais: são 27, mais do que qualquer outro município do país. É a segunda maior população rural do estado, com quase 15 mil pessoas vivendo no campo, atrás apenas de Dourados. E há ainda oito aldeias do povo Terena, que preservam saberes ancestrais e disputam, há gerações, seu lugar nessa mesma terra.
Essa geografia humana explica por que a cadeira do plantonista pesa. Sessenta mil habitantes espalhados por assentamentos, aldeias e distritos rurais convergem para a mesma porta de urgência do SUS municipal — acidente de lavoura, crise hipertensiva do assentado, criança da aldeia com febre alta na madrugada. A capital fica a uma hora de estrada, perto o bastante para morar bem, longe o bastante para que a urgência não possa esperar por ela.
Quem fica descobre o outro lado da conta: a proximidade de Campo Grande permite conciliar plantões com residência, consultório ou família na capital, e a demanda constante garante escala cheia para quem quer volume. É o tipo de praça onde o plantonista não é mais um crachá — é o médico que a cidade inteira conhece pelo nome.
O chamado está aberto, e sem prazo para fechar: o Edital de Credenciamento nº 17/2026 (Inexigibilidade 32/2026) contrata plantões médicos clínicos de urgência e emergência no SUS municipal — R$ 1.380 por 12 horas em dias de semana, R$ 1.500 em fins de semana e feriados, R$ 750 pelo plantão de 6 horas, o que dá de R$ 2,8 a 3 mil por 24 horas. Somente pessoa jurídica; o credenciamento é contínuo, aceita inscrição a qualquer tempo, com vigência de 12 meses (publicado em 01/07/2026) e sessões mensais de análise. A inscrição é 100% por e-mail. Se você quer plantão de verdade a uma hora da capital, a cadeira está vaga — e a cidade sabe esperar menos do que parece.
- A vaga
- Plantonista urgência/emergência
- Quanto pagam
- R$ 2,8 a 3 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · somente PJ · fluxo contínuo
- Região
- A uma hora de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul
Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.
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