A cidade que o Mar de Minas engoliu — e devolveu
No sudoeste de Minas, às margens do Mar de Minas, existe uma cidade que já morreu afogada uma vez — o lago de uma das maiores hidrelétricas do país engoliu o vilarejo original em poucas horas, em 1963 — e renasceu planejada na margem. Hoje ela segura o paredão da barragem no próprio território e procura médico plantonista para a sua UPA.
Em 1963, as águas subiram e, em poucas horas, o vilarejo inteiro desapareceu debaixo do lago. Não foi tragédia: foi projeto. A represa de uma das maiores hidrelétricas do país — a primeira grande usina do sistema elétrico brasileiro, cuja potência inicial correspondia a um terço de tudo o que o Brasil tinha instalado — nascia ali, e o povoado centenário à beira do rio precisou ser recriado do zero, planejado, em terreno mais alto. A cidade que existe hoje é a segunda versão de si mesma: ruas desenhadas antes das casas, erguidas a pedido do pároco que liderou a mudança.
O paredão da barragem fica no limite do próprio município, e o que o cerco das águas criou virou a maior extensão de água do estado — o Mar de Minas, com braços, praias de água doce e enseadas que transformaram a região num destino de turismo náutico, lanchas, pesca e pousadas de beira de lago. A emancipação política veio tarde, em dezembro de 1995, quando o distrito se separou do município vizinho; a cidade planejada dos anos 1960 só ganhou prefeitura própria trinta anos depois de nascer.
São cerca de sete mil habitantes num município que produz energia para milhões e vive entre a usina, o campo e o lago. E é exatamente esse tamanho que explica a vaga: a UPA municipal precisa de plantonista, e cidade pequena de beira de lago disputa médico com todo o circuito turístico do entorno. O edital de credenciamento resolve do jeito mais direto possível — inscrição contínua, por e-mail, sem prova, sem fila.
Quem fica encontra plantão de 12 horas pagando R$ 1.749,08 em dia de semana e R$ 1.800,00 em fim de semana e feriado — na conta normalizada, R$ 3,5 a 3,6 mil por 24 horas —, além de remuneração por hora (R$ 147,84 a R$ 150), sobreaviso a R$ 30/h e ajuda de transferência de R$ 600. A contratação é exclusivamente via pessoa jurídica, e o edital pede 18 meses de experiência comprovada em urgência e emergência.
O credenciamento nº 002/2026 (Processo 081/2026), publicado em 6 de julho de 2026, recebe inscrições continuamente desde 7 de julho, com vigência de três meses — até o início de outubro. A inscrição é feita exclusivamente por e-mail. Se você quer plantão fixo numa UPA de cidade pequena, com o maior lago de Minas na janela, o caminho está aberto: os detalhes de contato e o edital completo estão disponíveis para assinantes.
- A vaga
- Plantonista UPA
- Quanto pagam
- R$ 3,5 a 3,6 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · somente PJ · inscrições por e-mail
- Região
- Mar de Minas, no sudoeste mineiro
Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.
Assinar a Plataforma Completa (R$ 89/mês) e ver o edital →Já é assinante? Entrar