O cárcere virou aldeia, e o médico nunca chegou
No Vale do Rio Doce, o campo onde a ditadura prendeu índios virou aldeia Pataxó — e o pronto-socorro segue esperando plantonista.
Plantonista PS · R$ 2 mil/plantão 24h · MG
Numa fazenda de serra funcionou, a partir de 1972, um campo de confinamento de indígenas considerados desajustados pela ditadura: mais de cem pessoas, de dezenas de etnias, de ao menos onze estados, com trabalho forçado e solitária. A solitária ainda existe — hoje é depósito. No prédio em volta dela vive uma comunidade Pataxó de cerca de 280 pessoas, dona de uma terra indígena de mais de três mil hectares.
O município em volta da aldeia tem pouco mais de 2,6 mil habitantes e PIB per capita de R$ 15 mil. Não há hospital: há uma unidade mista no Centro e um posto na aldeia, atendido em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena. O que não se resolve ali viaja de ambulância por estrada de serra. Em 2025, lideranças Pataxó denunciaram na Assembleia de Minas as ameaças da mineração.
O credenciamento é de fluxo contínuo, aberto de 02/03/2026 a 29/12/2028, para pessoa física ou jurídica, na função de plantonista de pronto-socorro, pagando R$ 2 mil por plantão de 24 horas. A solitária virou depósito; a vaga de médico segue vazia.
- A vaga
- Plantonista PS
- Quanto pagam
- R$ 2 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Vale do Rio Doce, Minas Gerais
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