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Credenciamento · Grande Florianópolis, Santa Catarina

O chão firme onde a capital se apoia

Na Grande Florianópolis, há o maior hospital da região — e falta médico no posto do bairro ao lado.

A cidade, em Santa Catarina, abriga o maior hospital da Grande Florianópolis — o Regional Homero de Miranda Gomes, 382 leitos, referência estadual — e mesmo assim não consegue segurar médico nos postos de saúde a dez minutos dali. Essa é a contradição que sustenta esta vaga: a alta complexidade transborda de gente e de especialista; a porta de entrada, a poucos quarteirões, atende com escala furada.

A cidade não é nova em nada. Em 1750, 182 casais açorianos desembarcaram nesta faixa de terra firme diante da Baía Sul e ficaram girando barro no torno — a louça das olarias da Ponta de Baixo abasteceu Desterro por mais de um século. É a quarta cidade mais antiga do estado, e hoje é o continente pelo qual a ilha de Florianópolis se agarra ao Brasil: sem esse chão, a capital seria só mar.

Só que o chão cresceu depressa demais. São mais de 270 mil habitantes espremidos entre a baía e os morros, uma das economias que mais geram emprego no Sul — e uma atenção básica que não acompanhou. Em 2025, vistoria de vereador documentou o que os corredores já sabiam: falta de médicos e problemas estruturais em UBS como Serraria, Areias e Forquilhas, técnica de enfermagem tirada da sala de procedimento para cobrir recepção. O hospital gigante suga os especialistas; o posto do bairro fica com a fila. Aqui a dificuldade não é distância — é volume. Território urbano, denso, com a demanda de capital e o vínculo de cidade do interior: o paciente do PSF é o mesmo que te cumprimenta na padaria da Ponta de Baixo.

Quem serve para isso é o médico que aguenta agenda cheia sem virar máquina — que quer família, longitudinalidade e nome conhecido na rua, mas com retaguarda de verdade: UPA 24h na Forquilhinha, o Regional logo ali, e a capital, a praia e o aeroporto do outro lado da ponte quando o expediente acaba.

A porta tem forma de edital de credenciamento: Médico PSF, autônomo, pessoa física ou jurídica, com inscrições abertas de 02/03/2026 a 31/12/2026 — janela longa, direto com a prefeitura local, sem concurso no meio do caminho. A hora paga R$ 143,22/hora · R$ 137,65/hora, conforme o enquadramento. O trabalho é denso como a população. Mas quem segurou capital de mar por 275 anos sabe reconhecer quem chega para ficar — atravesse a ponte no sentido contrário do turista e vá ver.

O que se sabe
A vaga
Médico PSF
Quanto pagam
R$ 143,22/hora · R$ 137,65/hora
Vínculo
Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
Região
Grande Florianópolis, Santa Catarina
📍 Onde fica
📍São José/SC

Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.

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