O nome mudou três vezes. O chão, nunca.
No Vale do Jequitinhonha mineiro, um município já se chamou Comercinho do Anta Podre. Rebatizaram o lugar duas vezes — nunca a distância de um hospital.
Médico PSF · R$ 17,5 mil/mês · MG
O lugar, no nordeste de Minas, nasceu com um nome que não cabia em cartão-postal, tirado do córrego que corta o arraial. Trocaram-no em 1930 e de novo em 1982, quando o distrito foi criado por lei. Três batismos para o mesmo chão do Vale do Jequitinhonha, cada um mais lustroso, nenhum capaz de mudar um metro da paisagem.
Quem fundou o povoado foi gente descida da Bahia e do Nordeste fugindo da grande seca do fim do século XIX — trocou uma estiagem por outra e ficou. Hoje são pouco menos de cinco mil habitantes em 384 quilômetros quadrados de morro pedregoso, com economia de repasse público e roça de subsistência, entre os municípios mais pobres do país. Não há hospital: o tomógrafo mais próximo fica no hospital regional, e a estrada até lá se mede em horas, não em quilômetros.
Quem fica é o médico do PSF: pré-natal, pressão, diabetes, a criança febril. O credenciamento é contínuo, para pessoa física ou jurídica, sem concurso, com inscrições de 17/03/2026 a 31/12/2026 e entrega presencial na Prefeitura. Paga R$ 17,5 mil/mês.
- A vaga
- Médico PSF
- Quanto pagam
- R$ 17,5 mil/mês
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais
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