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Credenciamento · Sertão do São Francisco, Pernambuco

O oásis de cebola no fundo do sertão

No Sertão do São Francisco pernambucano, um município ensinou a região a plantar cebola na caatinga — mas até hoje não conseguiu plantar um médico que fique.

A cidade foi onde Pernambuco aprendeu a plantar cebola. No sertão profundo, a mais de 550 quilômetros de Recife, a caatinga hiperxerófila — aquele cinza retorcido que parece morto a maior parte do ano — é rasgada por canteiros verdes na beira do rio que dá nome ao município e desce para morrer no São Francisco. O pioneirismo da cebola pernambucana nasceu ali, e em 2009 aquela economia miúda foi a que mais cresceu no estado inteiro. Verde plantado no meio da sede: essa é a contradição fundadora do lugar.

A outra contradição é a que interessa a você. A cidade que ensinou o estado a irrigar o árido nunca conseguiu irrigar a própria retaguarda de saúde. Aqui tem pouco mais de nove mil habitantes, uma ambulância do SAMU e nenhum hospital próprio: a referência de urgência é o Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro, que atende sete municípios da VII regional de saúde. A cebola sai da terra neste município; o infarto viaja de ambulância pela estrada.

Isso desenha o trabalho com precisão. No pronto-socorro municipal, você é a última linha antes da estrada: estabiliza, decide, segura o caso até a ambulância — ou resolve, porque a maioria dos casos do sertão se resolve ali mesmo, com clínica bem feita e a coragem de assumir. De manhã, o PSF: o hipertenso da roça de cebola, a gestante do assentamento, o velho que só confia em médico que conhece pelo nome. Num município desse tamanho, em duas semanas a feira de sábado inteira sabe quem você é.

Não é simples. Recife fica a umas sete horas de carro; o colega mais próximo para discutir um caso difícil está em outra cidade; o verão não perdoa e a rotatividade médica é a regra que a prefeitura tenta quebrar. É por isso que se paga o que se paga num município de nove mil almas — e é por isso que a vaga só serve para quem quer exatamente isso: medicina de primeira linha, sem parachoque, num lugar onde o trabalho aparece.

A porta tem forma de edital: credenciamento por inexigibilidade (Edital 001/2026), pessoa jurídica, propostas em fluxo contínuo desde 23/01/2026, com julgamentos a cada seis meses, enviadas por e-mail ao setor de licitação da prefeitura. Função: médico de PSF e plantonista de PS. Remuneração: R$ 13 mil/mês ou R$ 2 mil/plantão 24h. Sem concurso, sem fila, sem espera. Quem fez a cebola crescer na caatinga não esperou o clima melhorar — foi lá e plantou. Vá conhecer o verde.

O que se sabe
A vaga
Médico PSF + Plantonista PS
Quanto pagam
R$ 13 mil/mês ou R$ 2 mil/plantão 24h
Vínculo
Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
Região
Sertão do São Francisco, Pernambuco
📍 Onde fica
📍Terra Nova/PE

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