O paradoxo da cidade doce
Na Região de Araraquara, um município cuida da morte de 24 municípios — e não acha quem cuide da vida dos seus. R$ 118/consulta.
Médico PSF · R$ 118/consulta · SP
A cidade cheira a açúcar. A usina plantada ali desde 1947 mói milhões de toneladas de cana por safra, e o vento da moagem carrega o adocicado quente do melaço — nos guias da região o apelido é Cidade Doçura. A cana responde por cerca de 90% da produção agroindustrial e paga boa parte da conta pública.
O hospital estadual é gerido pela FAEPA, fundação do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto: 104 leitos e, desde 2010, uma enfermaria de 20 leitos de cuidados paliativos, referência regional. A contradição cabe numa frase: a cidade que hospeda, com padrão USP, a morte bem cuidada de uma região inteira não segura quem cuide da vida comum dos seus. A explicação está a 13 quilômetros — Araraquara absorve o médico, que mora lá, clinica lá, e a UBS amanhece com agenda e sem ninguém.
Para quem fica, é PSF de porta de entrada com retaguarda universitária a dez minutos de carro. O credenciamento é para médico de PSF, pessoa física ou jurídica, em fluxo contínuo, de 02/03/2026 a 24/09/2030, pagando R$ 118 por consulta: você atende, você recebe.
- A vaga
- Médico PSF
- Quanto pagam
- R$ 118/consulta
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Região de Araraquara, interior de São Paulo
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