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Credenciamento · Sul do Tocantins

O plantão à beira da Belém–Brasília

No Sul do Tocantins, nasceu um município convencendo a Belém–Brasília a passar por ele — e hoje o pronto-socorro segura o sul inteiro do estado.

A cidade existe porque um homem foi atrás da estrada. No fim dos anos 1950, o fazendeiro Benjamim Rodrigues viajou até Goiânia para convencer Bernardo Sayão, o engenheiro da Belém–Brasília, a fazer a rodovia cortar as terras recém-ocupadas pela sua família no sul do então norte goiano. Conseguiu. A BR-153 passou, e em 1958 o povoado virou município. Até hoje o rugido dos graneleiros na reta da 153 marca as horas da localidade melhor que qualquer relógio.

A aposta deu certo demais. Este lugar é a terceira maior cidade do Tocantins, com cerca de 90 mil habitantes, polo de gado e grão de todo o sul do estado, campus da Universidade Federal, e um apelido que o resto do Brasil acharia ingênuo se não fosse levado tão a sério ali: Capital da Amizade. E fica plantada num acidente geográfico raro — o divisor de águas entre as bacias do Araguaia e do Tocantins, o ponto exato onde a chuva decide para qual rio vai correr.

Na saúde, essa centralidade tem número. O Hospital Regional, com 164 leitos e 20 de UTI, é a referência da região de saúde da Ilha do Bananal — mais de 177 mil pessoas espalhadas por municípios minúsculos. O SAMU da localidade cobre 18 cidades do sul do estado com cinco ambulâncias. E o governo estadual toca a obra do Hospital Geral, um investimento de R$ 103 milhões, justamente porque a demanda regional já não cabe no que existe. A carreta que capota na 153, o parto que veio de duas horas de terra batida, o infarto do assentamento: tudo desce para a mesma porta.

É essa porta que precisa de plantonista. Vinte e quatro horas segurando o pronto-socorro de uma microrregião, com a retaguarda de alta complexidade a 246 quilômetros, em Palmas — perto o bastante para o transfer existir, longe o bastante para a primeira hora ser toda sua. Em compensação, é vida de cidade de verdade: feira agropecuária, faculdade, asfalto bom, e a fama de que ali forasteiro vira conhecido em duas semanas. Muita gente não troca a capital por isso. Quem troca, costuma ficar.

A porta tem forma de edital: credenciamento de plantonista para o PS, como autônomo, pessoa física ou jurídica, com inscrições em fluxo contínuo de 11/05/2026 a 11/05/2027 — paga-se R$ 2 mil/plantão 24h. O município que nasceu convencendo uma estrada a passar por ela agora precisa convencer um médico a descer nele. Vá ver o divisor de águas de perto.

O que se sabe
A vaga
Plantonista PS
Quanto pagam
R$ 2 mil/plantão 24h
Vínculo
Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
Região
Sul do Tocantins
📍 Onde fica
📍Gurupi/TO

Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.

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