Ver todos os credenciamentos
Credenciamento · Alto Jequitinhonha, Minas Gerais

O plantão no alto do Espinhaço

No Alto Jequitinhonha, Minas Gerais, um município tirou diamante do leito do rio — e ainda não conseguiu segurar um médico.

O município tem um córrego chamado Fome. Era ali, no rancho de tropas à beira d'água, que os tropeiros do século XVIII paravam a caminho das lavras de Diamantina — e do leito do Rio Manso, o rio que deu o primeiro nome ao arraial, saíram ouro e diamante de verdade. A terra pagou a Coroa portuguesa antes de pagar qualquer funcionário. Hoje são 4.245 habitantes, segundo o Censo de 2022, encostados na Serra do Espinhaço, no alto Jequitinhonha, com o casario de tropeiro ainda de pé.

O contraste da cidade cabe numa linha de orçamento: o chão deu diamante, mas 43% da economia atual é a folha da administração pública. O resto é serviço miúdo, roça, e um turismo de cachoeira — Fábrica, Sumidouro, Moinhos, os campos de sempre-vivas entre pedra e vereda — que quem é de fora quase nunca descobre, porque Diamantina, a 30 quilômetros, fica com todos os holofotes do Patrimônio Mundial.

Esses 30 quilômetros são a espinha desta história. O município tem atenção básica — a UBS entrou na lista de obras que o Governo de Minas teve de destravar com R$ 1,6 milhão no Jequitinhonha — e não tem hospital. Todo caso que aperta desce de ambulância a estrada de serra até Diamantina. O plantonista daqui é o primeiro e único par de mãos: recebe, estabiliza, decide se segura ou se manda descer. Sem colega na sala ao lado, sem tomógrafo, com a referência a meia hora de curvas. É por isso que o médico anterior não ficou, e é por isso que pagam o que pagam.

O outro lado é o que nenhuma capital oferece: consultório onde o sobrenome do paciente diz de qual cachoeira ele vem, a segunda semana de setembro tomada pelos cinco dias do Congado e da Marujada na festa centenária de Nossa Senhora do Rosário, e uma cidade pequena o bastante para que o trabalho bem feito apareça em um mês. Diamantina perto o suficiente para o café no fim de semana; longe o suficiente para o plantão ser todo seu.

A porta de entrada é um credenciamento de médicos clínicos plantonistas: fluxo contínuo, aberto até 31/12/2026, pessoa física ou jurídica, com processo 100% eletrônico na plataforma ammlicita.org.br. A remuneração: R$ 24,4 mil/mês ou R$ 2 mil/plantão 24h. O tropeiro parava no Córrego da Fome porque dali dava para chegar. Para o médico certo, ainda dá — suba a serra e vá ver.

O que se sabe
A vaga
Plantonista PS
Quanto pagam
R$ 24,4 mil/mês ou R$ 2 mil/plantão 24h
Vínculo
Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
Região
Alto Jequitinhonha, Minas Gerais
📍 Onde fica
📍Couto de Magalhães de Minas/MG

Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.

Assinar a Plataforma Completa (R$ 89/mês) e ver o edital →

Já é assinante? Entrar

Ler outras histórias de credenciamento →