O plantão no km 180 da Transamazônica
Na Transamazônica, Sudoeste do Pará, um município nasceu de um bar. Hoje é potência do cacau no estado — e o pronto-socorro precisa de plantonista.
Começou como um bar. No km 180 da Transamazônica, trecho Altamira–Itaituba, alguém montou um ponto de parada para ônibus e caminhões nos anos 1970, e em volta daquele balcão foram brotando restaurante, pensão, posto de gasolina — até que o acampamento improvisado virou cidade, e a cidade virou município em 1988. O nome é tupi e quer dizer "cesto de flores". O que o cesto carrega hoje é cacau: é o segundo maior produtor do Pará, o estado que lidera a produção nacional, com mais de 17 mil toneladas por ano saindo de roças plantadas à sombra da mata, em vicinais de terra vermelha que o inverno amazônico transforma em lama.
O contraste da cidade cabe numa frase: a amêndoa que vira chocolate na Europa sai daqui de caminhão; o colono que caiu da moto na vicinal chega ao pronto-socorro do mesmo jeito. Belém fica a mais de mil quilômetros de asfalto incerto. Não há rio navegável que salve, não há voo comercial que resolva. O Hospital Municipal, na Avenida Goiás, sustenta sozinho a urgência 24 horas, centro cirúrgico e centro obstétrico de baixa e média complexidade — e o que passa da média complexidade vira uma viagem de horas por estrada até Altamira, com o paciente estabilizado por quem estiver de plantão.
Esse quem é a vaga. No plantão daqui você recebe o parto que não esperou, o trauma da moto na chuva, a criança da zona rural que chegou tarde porque a vicinal fechou. Sem especialista na sala ao lado, sem UTI no corredor, decidindo com o que há: raio-X, laboratório, as próprias mãos e o telefone. É por isso que o médico dura pouco por lá — e é por isso que a vaga volta a abrir.
Mas há outro lado que a fama de fronteira esconde. O Estado assinou convênio de R$ 23 milhões para construir o novo hospital da cidade; o cacau segue puxando a economia da região do Xingu para cima. E a rotina tem chão: consultório e enfermaria de dia, o plantão que fecha o ciclo, e no fim de semana a cidade inteira sabendo quem é o doutor — aqui, quinze minutos separam qualquer casa do hospital, e ninguém é anônimo no km 180.
A porta de entrada é um credenciamento de fluxo contínuo, com inscrições abertas de 23/04/2026 a 23/04/2027: você entra como pessoa física ou pessoa jurídica, apresenta a documentação e assume o pronto-socorro como plantonista, a R$ 1,8 mil/plantão 24h. Não é número de capital, e o trabalho não é de capital: é de estrada. A cidade nasceu de gente que parou no km 180 e resolveu ficar. A vaga espera o médico capaz de fazer o mesmo.
- A vaga
- Plantonista PS
- Quanto pagam
- R$ 1,8 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Transamazônica, Sudoeste do Pará
Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.
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