Plantão no deserto que o diamante cavou
No Sudoeste do Piauí, um município ajudou a cavar o próprio deserto — e hoje procura quem segure sozinho o pronto-socorro dessa terra vermelha.
Plantonista PS · R$ 3,3 mil/plantão 24h · PI
A cidade ajudou a cavar o próprio deserto. Em 1946, o garimpeiro João Néri furou o cascalho e encontrou diamantes — e carbonados, o diamante negro, dos melhores do sertão. Proibidos de construir na zona urbana de Gilbués, os garimpeiros ergueram seu arraial ao lado, e ele virou município em 1955. As mesmas peneiras abriram no solo as feridas que hoje fazem da região, com a vizinha, o maior núcleo de desertificação contínua do Brasil.
O resultado se vê de longe: voçorocas rasgando a chapada, terra vermelha exposta onde o Cerrado desistiu. Na seca, ventos de 80 a 100 quilômetros por hora levantam dunas de terra solta; quando chove, chove tudo de uma vez. A retaguarda é o hospital municipal, plantão de porta aberta no extremo sul do estado, encostado na divisa com a Bahia: quem assume a noite é o primeiro e quase sempre o único diante do que ela trouxer.
O edital credencia plantonista de pronto-socorro, em vínculo autônomo, pessoa física ou jurídica, com inscrições de 09/03/2026 a 30/07/2026, e paga R$ 3,3 mil por plantão de 24 horas.
- A vaga
- Plantonista PS
- Quanto pagam
- R$ 3,3 mil/plantão 24h
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Sudoeste do Piauí, sertão do Gurgueia
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