O vale onde tudo passa e ninguém fica
No Vale do Rio Doce, Minas Gerais, nasceu de uma parada de trem — hoje o minério, a BR-381 e os médicos passam por ela sem parar.
Médico PSF · R$ 15 mil/mês · MG
O município nasceu porque o trem parava ali. Em 1944, o povoado à margem do Rio Doce virou parada da estrada de ferro Vitória–Minas. Hoje o trem ainda passa, carregado de minério, mas não para mais. É a síntese do lugar: por aqui passa a ferrovia mais lucrativa do país, passa a BR-381, passou até a lama da Samarco em 2015. Passa tudo. Fica pouco.
São uns 230 quilômetros quadrados de eucalipto e pasto no leste de Minas e cerca de 6.600 pessoas entre a sede e os distritos de Pedra Corrida e São Sebastião do Baixio. A BR-381 os mineiros chamam, sem ironia, de rodovia da morte — em novembro de 2025 uma colisão no km 165 matou um homem preso às ferragens. Não há hospital: há uma UBS e três equipes de Saúde da Família, com a retaguarda em Ipatinga e Valadares.
O credenciamento é de fluxo contínuo, com edital multiprofissional aberto até 31/12/2026 e contratação como autônomo, pessoa física ou jurídica, para médico de PSF, pagando R$ 15 mil/mês. O minério viaja em trilho próprio e seguro; o doente disputa acostamento na rodovia que mata.
- A vaga
- Médico PSF
- Quanto pagam
- R$ 15 mil/mês
- Vínculo
- Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
- Região
- Vale do Rio Doce, Minas Gerais
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