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Credenciamento · Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais

A capital do café do Jequitinhonha procura 16 médicos

No Alto Jequitinhonha, a 1.100 metros de altitude, uma cidade virou polo nacional de cafés especiais e abriga uma das maiores florestas plantadas de eucalipto do planeta — e paga R$ 18 mil por mês a cada médico que aceitar uma de suas 16 equipes de saúde da família.

Tudo começou em 1808, quando um descendente de portugueses se fixou às margens do Córrego Areão. Morto em 1812, coube ao filho erguer um pequeno templo dedicado a Nossa Senhora da Graça — e foi ao redor dele que os devotos foram chegando, formando o povoado que viraria vila, depois cidade, em 1925. Um historiador suíço que passou por ali no século XX, impressionado com as serras e o clima de altitude, chamou o lugar de "Suíça Brasileira". O apelido pegou.

Hoje, a cidade de cerca de 38 mil habitantes é o polo do Alto Jequitinhonha — e desmonta, sozinha, o clichê do vale pobre e seco. A 1.100 metros de altitude, seus chapadões se consolidaram nas últimas décadas como um dos territórios mais promissores do Brasil em cafés especiais: grãos da cooperativa local já se destacaram no Cup of Excellence e embarcam para os Estados Unidos e o Japão. Ao lado do café, o eucalipto: desde os anos 1970, quando a antiga Acesita Energética começou a plantar na região, o município abriga o que a atual Aperam descreve como a maior floresta artificial do planeta, produzindo bioenergia.

Polo regional de café, madeira e artesanato, a cidade concentra serviços, comércio e gente de toda a microrregião — e isso cobra um preço da saúde pública. São 16 equipes de Estratégia Saúde da Família, cada uma precisando de um médico à frente, atendendo não só a população local, mas o fluxo de quem desce das comunidades rurais e dos municípios vizinhos. Manter todas as cadeiras ocupadas, a sete horas de Belo Horizonte, é o desafio permanente da prefeitura.

Para quem topa, a conta é clara: R$ 18.047,98 por mês para o clínico geral no ESF, um prestador por unidade, com 16 unidades listadas no edital. Quem quiser complementar a renda ainda encontra o suporte ao pronto atendimento, pago a R$ 135,24 a hora. E o cenário fora do consultório inclui clima ameno de altitude, café premiado na xícara e uma cidade que funciona como capital regional — com estrutura que boa parte do interior não tem.

O chamamento é o Credenciamento nº 005/2026 (Processo 058/2026), aberto a pessoa física ou jurídica, em fluxo contínuo de 10/07/2026 a 10/07/2027. A inscrição é exclusivamente eletrônica, pela plataforma Licitar Digital (licitardigital.com.br). Se você procura salário de capital com vida de interior, a Suíça Brasileira do Jequitinhonha guardou uma cadeira — dezesseis, na verdade — para você.

O que se sabe
A vaga
Médico ESF
Quanto pagam
R$ 18 mil/mês
Vínculo
Credenciamento · PF ou PJ · fluxo contínuo
Região
Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais
📍 Onde fica
📍Capelinha/MG

Agora você sabe a cidade. O edital oficial, os prazos de inscrição e o contato ficam com quem assina.

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